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Memphis se mostra incomodado com a situação do Corinthians

Caíque Guirao

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Um dos principais nomes do Corinthians desde o ano passado, Memphis Depay se mostrou bastante desconfortável com a atual situação da equipe.

Passando por último na zona mista, o atacante abordou alguns assuntos, inclusive questionando a evolução e a parte tática do time.

Assumir a responsabilidade

O holandês reconhece que todos os envolvidos com a parte de campo e bola precisam analisar o que está acontecendo e como é possível melhorar daqui para frente.

“Temos que assumir a nossa responsabilidade. Se você acha que, por termos vencido o Paulista, somos o melhor time do mundo, a realidade é que não somos. Temos que melhorar. Como estamos melhorando? Acho que temos que analisar criticamente o que está acontecendo no clube, o que podemos fazer melhor dentro dos jogos, porque não se pode simplesmente dizer que o time não corre ou que não quer vencer. Para mim, é besteira. Futebol não é sobre isso, pelo menos na minha opinião”.

E completou dizendo que alguns atletas poderiam ser trabalhados de maneiras diferentes para poderem contribuir mais.

“Se você quer um time que apenas corre e não joga com o cérebro, acho que está escolhendo o time errado, porque olhamos para o nosso DNA. Temos alguns jogadores incríveis e alguns jogadores que são trabalhadores e precisam trazer qualidade extra de uma forma que precisem correr para o time. Mas, neste momento, acho que perdemos muitos jogos porque não temos os detalhes. Taticamente, quando perdemos a bola… Estudar o jogo faz parte do que faço em cada partida. Sou o primeiro a olhar para mim mesmo quando posso fazer melhor”.

O camisa 10 finalizou a resposta fazendo uma crítica ao que vem acontecendo com certa frequência nos últimos jogos (e que também chegou a acontecer em partidas importantes no ano passado).

“Mas se olharmos como às vezes estamos posicionados, como o time é tão aberto, como as linhas entre nós são como 50 metros, na minha opinião, isso não é futebol. E então você não pode continuar a alta intensidade de 90 minutos se você não estiver junto como um time. E temos que estudar o jogo se quisermos crescer”.

Evolução da equipe

Memphis ressaltou que diversos atletas que hoje estão na equipe ainda têm muito a crescer, mas é preciso saber trabalhar melhor cada um deles.

“Na minha opinião, queremos crescer. Acho que temos jogadores que não atingiram seu potencial agora. Podemos nos desenvolver mais. Ok, eu tenho 31 anos, dizer que tenho que atingir mais potencial nos últimos anos da minha carreira, isso é outra coisa. Mas alguns jogadores jovens, na faixa dos 20 e poucos anos, na minha opinião, ainda não alcançaram o potencial que têm. Mas, se você olhar como jogamos, acho que temos muito trabalho de casa a fazer sobre a estrutura. Esses são os jogadores, esse é o estafe, o pessoal que está no comando”.

E então questionou de maneira mais incisiva sobre a visão de uma possível evolução do Corinthians, ou se estão olhando apenas para os resultados.

“Cheguei aqui há seis meses. Você acha que o time está progredindo? Ou estamos apenas olhando para os resultados? Quero saber isso do Brasil. Estamos apenas olhando para o Corinthians se ganhamos o jogo, são três pontos e então passamos para o próximo jogo ou você vê progresso? Porque eu tenho minhas dúvidas”.

Atuar em outras funções

Com a ausência de Garro por tempo indeterminado, e também com a recente lesão de Igor Coronado, o holandês precisa atuar em diversas posições diferentes – e ele reconhece que às vezes é pego de surpresa por conta disso.

“Sim, claro que quando o Garro joga, eu recebo mais bolas entre as linhas, ele é um jogador com essa qualidade. Às vezes eu me encontro… Por exemplo, a final contra o Palmeiras, jogo fora de casa, eu estava jogando como lateral esquerdo, meio-campista esquerdo. Claro que eu não vou chegar na frente do gol ao mesmo tempo. Sou conhecido por ser um jogador que recebia a bola entre as linhas, que é perigoso no terço final, mas sim, quando o Garro não está jogando ou o Igor não está jogando, o time pede isso de mim para ajudá-los, porque eu acho que é disso que precisávamos, e a cada jogo você vê um Memphis diferente, porque não somos consistentes, então a cada jogo eu tenho que, na minha opinião, olhar o que posso fazer para ajudar o time ao máximo, e isso às vezes é uma surpresa para mim”.