A euforia causada pela contratação de Memphis Depay fez a torcida se animar por mais um ou outro jogador midiático.
Entretanto Vinicius Manfredi, Superintendente de Marketing do Corinthians, concedeu uma entrevista ao GE e explicou que esse tipo de contratação não é tão simples quanto parece.
Como é trazer um jogador midiático?
O dirigente até crê que é possível repetir a dose, mas explica que não é algo fácil de ser executado.
“É um modelo legal, sedutor, ele faz a gente sonhar com vários movimentos, mas não é fácil de ser executado, ainda mais pelas cifras envolvidas quando você pensa em jogadores dessa magnitude”.
Vinicius destaca que, em casos assim, é necessária uma negociação a mais.
“Já não é tão simples você vender um patrocínio. E nestes casos você tem que entender também qual é o seu acordo com o atleta. Porque o jogador é um ativo do clube, dentro do clube, quando ele está associado ao clube. Mas, se você quiser tê-lo também como um embaixador para marcas, é uma outra negociação que precisa ser feita”.
E prosseguiu dizendo que o marketing só entra na conversa depois que o departamento de futebol encontra um potencial reforço com essas características.
“A gente só consegue entrar em campo se em algum momento a gente for acessado por alguém falando: ‘Olha, precisamos de apoio para tentar montar uma campanha, um projeto, ou um discurso pra tentar trazer um atleta'”.
Esportes da Sorte já contava com um nome assim
Quando fechou o patrocínio máster do Corinthians, a Esportes da Sorte já havia separado uma fatia do valor total a ser investido no clube, justamente para trazer um atleta midiático – que acabou por ser o Memphis.
Manfredi também explicou por que as casas de aposta têm feito patrocínios com valores tão expressivos.
“O segmento bet é muito característico. As marcas sabem que se não estiverem na camisa de um determinado clube uma empresa concorrente estará. A porta de entrada das plataformas acaba sendo o futebol, e há um número limitado de times para patrocinar: são apenas 20 na Série A”.
E então prosseguiu “por isso que a gente vê às vezes comentários do tipo: “Nossa, mas a propriedade de determinado clube era vendida por 15 e agora estão pagando 60, 70.” Isso acontece não porque o patrocínio vale mais agora, é porque para aquela categoria (casas de apostas) é muito característica essa disputa”.
A Esportes da Sorte paga 80% dos vencimentos de Memphis Depay, participou na compra do goleiro Hugo Souza e não descarta fazer algum novo investimento. Mas é improvável que a empresa faça um novo intestimento tão grande quanto o que fez para trazer o holandês.
Fatal Model e Pogba?
Como o clube pode ter o patrocínio de apenas uma casa de apostas, precisaria de outra parceira para a eventual contratação de Pogba – caso o Corinthians ainda tenha real interesse em trazê-lo.
Por conta disso, o site de acompanhantes Fatal Model se ofereceu para bancar o atleta. Só que Vinicius Manfredi explicou que é uma situação que demanda cuidado.
“Eu acho que é um assunto bem delicado, como tantos outros segmentos que também são anunciantes no esporte ou em outras áreas. Acho que dá pra enxergar de duas maneiras: o de crítica e também pelo lado que eles tentam fazer com que uma atividade que sempre foi informal e sempre foi muito mal cuidada tenha uma certa segurança, tanto para quem anuncia na plataforma quanto para quem utiliza o serviço. Mas, de fato, é um segmento que precisa ter muita análise para tomar essa decisão, tem um custo de imagem, tem bastante coisa a ser avaliada junto às possibilidades. É preciso entender um pouco qual o movimento que o clube quer fazer do ponto de vista de posicionamento”.








