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Gaviões da Fiel faz visita no CT após derrota do Corinthians no Brasileirão

Gustavo Fortes

Gaviões da Fiel faz visita no CT após derrota do Corinthians
Foto: Gaviões da Fiel

O Corinthians foi derrotado pelo Fluminense por 1 a 0 na última quarta-feira (1º) e ampliou a sequência sem vitórias na temporada. Diante do momento negativo, lideranças dos Gaviões da Fiel foram ao CT Dr. Joaquim Grava para conversar com elenco, comissão técnica e diretoria.

O time atravessa fase delicada e não vence desde fevereiro. O técnico Dorival Júnior tem sido alvo de críticas diante dos resultados recentes.

Torcida cobra postura em reunião no CT

Após retornarem em caravana do Rio de Janeiro, integrantes da organizada seguiram diretamente ao CT para um encontro com jogadores, comissão técnica e o presidente Osmar Stabile.

O presidente dos Gaviões da Fiel, Alê, falou com a imprensa após a reunião e comentou o teor da conversa:

“Viemos de caravana do Rio de Janeiro, com a mesma roupa, inclusive. Falamos sobre toda a situação que o corinthiano enfrenta para torcer e apoiar, além da forma como somos tratados em todos os estados do Brasil. O que queremos é representatividade em campo. Conversamos com o Dorival Júnior, com a comissão técnica, com o presidente Osmar Stabile e também com os jogadores. É uma realidade muito dura: o Corinthians está sem dinheiro. Há quanto tempo não falamos de uma grande contratação? Mas isso não quer dizer que o jogador não tenha que se doar.”

“Pedimos raça e vitórias nos próximos jogos, como domingo e quinta-feira, contra o Palmeiras. Mesmo que não vença, o time precisa representar e não pode repetir a postura de ontem. São vários jogos sem entrega. Normalmente falamos apenas com líderes, mas queríamos conversar com todos, dos mais novos aos recém-chegados. Eles são responsáveis por resgatar nossa força e protagonismo. Sabemos que faltam peças no elenco, que não chegaram. O Corinthians contratou uma ‘terceira galeria’ de jogadores, e a torcida cobra isso. Viemos em uma linha mais firme. A bagunça política também atrapalha, mesmo que os jogadores estejam aqui apenas para jogar. Ouso dizer que há gente feliz com as derrotas. Quem pensa na torcida é a Fiel.”

“No início, houve uma reação mais tensa. Não esperavam que entraríamos no campo, mas depois entenderam, porque só viemos aqui quando as coisas não estão bem. Muitas vezes viemos para apoiar, mas agora é cobrança. Representamos 35 milhões de corinthianos e não queríamos estar aqui. Se precisar ser mais incisivo, será. São esses jogadores que vamos apoiar, e cabe a nós decidir se vamos abandonar ou seguir juntos, como temos feito.”

“Não direcionamos a cobrança a nenhum jogador específico. Foi para todo o elenco, já que todos cometeram falhas. Falamos de forma geral, dos mais jovens aos mais experientes.”

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