Após uma vitória que garantiu a classificação nos minutos finais da partida, Fernando Diniz elogiou a entrega dos atletas do Corinthians, e também o poder de decisão de Memphis.
Além disso, ele também apontou a necessidade de se tomar cuidado quando o jogador já está pendurado com um cartão amarelo na partida.
Jogar com um a menos
O alvinegro jogou em desvantagem numérica tanto na ida, quanto na volta.
“No segundo tempo teve a expulsão, mas conseguimos nos defender muito bem. Vale ressaltar que nesse duelo nós jogamos 50, 60 minutos com um jogador a menos, juntando com o jogo de lá. Vale ressaltar o trabalho coletivo de todos os jogadores, principalmente os jogadores da frente, que é onde começa o sistema defensivo”.
Em outro momento, o treinador destacou a importância de ser mais cauteloso após tomar um cartão durante o jogo.
“Quem está com cartão amarelo tem que ter cuidado. Não dá para tirar o jogador quando toma cartão no primeiro tempo. Já estávamos sem o Allan hoje. A gente conversou no intervalo para ter cuidado, mas aconteceu. Tem que servir de experiência. Teoricamente sempre é ruim, mas na prática não foi ruim. Lá sustentamos e aqui com um jogador a menos fizemos um gol”.
Diniz elogia Memphis
O comandante revelou que havia conversado com o atacante antes mesmo de a renovação acontecer.
“Tive conversas em particular com o Memphis antes da renovação. É um jogador diferente, que tem um brilho diferente. Foi decisivo para a gente passar hoje. Entrou, contribuiu, bateu muito bem a falta. Segurou a bola e se doou”.
E concluiu apontando que ele foi o maior investimento da temporada.
“Eu o considero uma pessoa diferente, tem um brilho diferente. Enxerga o mundo diferente. Ele contribuiu muito para o Corinthians e tem muito para contribuir ainda. Foi o nosso grande reforço da temporada, a renovação do Memphis”.
Por que não mexeu no meio de campo?
Fernando Diniz foi questionado sobre por qual razão ele preferiu segurar para mexer no meio apenas na reta final.
“A principal foi a que o time estava bem. A gente treina muitas vezes com inferioridade numérica. Quando baixa o bloco para marcar, diferente do que estávamos fazendo no jogo, o Garro descia de 8, ele já jogou assim em alguns momentos e ajustamos a marcação. Colocar algum jogador mais defensivo correria o risco de entrar um jogador frio. Precisávamos jogar com a bola. Aí teve a parada técnica e a orientação foi jogar o máximo que a gente pudesse”.
Na sequência, o técnico apontou que a diferença numérica acabou sendo positiva.
“Aí o time do Rosario, com um a mais, começou a se desorganizar um pouco e não tinha marcação coletiva. Achamos mais espaços com jogador a menos do que com igualdade numérica. Conseguimos marcar e jogar com a bola. Só no finalzinho que colocaram mais um centroavante e mais gente na última linha, mas sustentamos a marcação num bloco intermediário muito bem”.
Atmosfera da torcida e importância da classificação
O treinador relembrou do seus tempos de jogador, e destacou o apoio dos torcedores.
“É difícil você falar, eu também joguei aqui por quase duas temporadas, mas é uma das noites mais memoráveis. Foi uma classificação épica hoje, no confronto como um todo. Soubemos jogar contra um adversário duro, com jogadores que jogaram Copa do Mundo recentemente. Dá um banho de acréscimo de estima par aa gente seguir firme para a nossa temporada”.
Por fim, exaltou o impacto positivo que a classificação pode causar na equipe.
“É uma alegria imensa mesmo. Motivo de um acréscimo de estima, de satisfação. Pelos números problemas que a instituição enfrenta e a gente conseguiu criar essa conexão com a torcida e levar o time para as quartas. Tem um sabor muito especial essa classificação. Ninguém ficou reclamando, o que tinha era isso. O Tchoca ficou muito tempo sem jogar, o Charles também. Jogadores jogando fora de posição. Carrillo suportando o jogo. É importante saber usar e confiar nos jogadores. A força coletiva do grupo precisa se ressaltada. Quando a gente trabalha forte os jogadores mais talentosos tendem a se destacar como foi hoje”.









