Otero e Corinthians: tudo a ver

Caíque Guirao

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Foto: Ettore Chiareguini / AGIF

Muito se tem falado sobre “DNA corinthiano”, filosofia e tudo mais. Particularmente discordo de muito argumento que trazem, mas tem uma característica que de fato faz parte do Corinthians: um exímio cobrador de falta.

Tenho 33 anos e a minha infância foi acompanhando Neto, que foi fundamental na conquista do primeiro Brasileiro, e depois Marcelinho Carioca que, para mim, é o maior ídolo da história do clube (falando apenas da parte dentro de campo). Me acostumei a ver o time com alguém que coloca a bola onde quer. Isso sem contar outros que meu pai assistiu e que eram ótimos nesse quesito, como Zenon, Rivellino, entre outros.

Desde que Marcelinho saiu do clube no início dos anos 2000, tivemos alguns batedores de falta que às vezes faziam uns golzinhos, mas gols de bola parada assim, se tornaram escassos. Jadson fez um ou outro, Maycon, mas foram gols esporádicos. Não era uma coisa constante.

Tudo bem, pode estar cedo para dizer que Otero de fato vai ser o cara a resgatar essa característica marcante do DNA corinthiano, mas que ele tem a habilidade necessária, tem. As cobranças que ele faz quase sempre levam perigo. Mesmo com a bola rolando, ainda que não tenha a técnica que Neto ou Marcelinho tinham, vem jogando com muita raça toda vez que tem oportunidade.

Se ele vai cumprir essa expectativa, só o tempo dirá. Mas que tem chance de ir bem, tem.

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