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Marília Ruiz entrevista o presidente Duílio Monteiro Alves

Caíque Guirao

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Chegando a quase 6 meses de mandato, o presidente Duílio Monteiro Alves tem tomado diversas posturas diferentes de seus antecessores, principalmente no que se refere à diminuição da dívida do clube. Esse, e outros temas, foram abordados na entrevista.

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Presidente falou sobre a gestão e o momento do clube. (Foto: Rodrigo Coca / Ag. Corinthians)

Dívida

Marília mencionou o fato de o mesmo grupo dirigir o clube há 12 anos e, por esse grupo ter deixado o Corinthians com a dívida que tem, não se pode dizer que há algum tipo de surpresa. A resposta foi que “As outras gestões erraram, sim, mas conquistaram tudo e o Corinthians pode construir um patrimônio. Agora temos uma dívida para pagar, porque tudo isso tem um preço. Mas estou animado e confiante. Nos anos passados, o foco maior foi para a conquista dos títulos, para construção dos CTs e da Arena. Hoje o Corinthians precisa de uma transformação na parte administrativa para a gente profissionalizar o clube”.

Duílio ainda mencionou que um dos objetivos do clube é reduzir 20% de todas as áreas do clube. Segundo ele, a única modalidade que não foi afetada foi o futebol feminino que, além de ter mantido o mesmo elenco, ganhou novos patrocinadores.

Ele ressaltou a contratação das empresas Falconi, que está analisando o momento e ajudará no planejamento do clube, e da KPMG, contratada para renegociar as dívidas existentes.

Clube-empresa

A jornalista perguntou se o Corinthians tem interesse em se transformar em clube-empresa, baseado no projeto de lei que está no Senado. O presidente disse que pela tradição e pela vontade dos sócios e dos conselheiros.

“Nós temos que fazer toda essa parte de empresa. Tornar essa parte de administração bem profissional, para que a gente esteja pronto para, no futuro, se transformar em clube-empresa”. Mas sempre observando a aprovação de toda a direção do clube.

Futebol em 2021

“O time é competitivo. Estamos nas quartas (entrevista foi realizada antes do jogo contra a Inter de Limeira) e em meio a uma reformulação de elenco. É claro que esse não era um ano para pensar títulos, temos que ser sinceros com a torcida, mas o Corinthians é muito forte: torcida, camisa e base. Não contratamos nenhum atleta, nossa ideia é essa: queremos usar a base que tem qualidade”.

Mancini

“O time vem evoluindo. É um momento de transição. Não contratamos nenhum jogador e ainda teve a saída de vários. Subiram muitos jovens. Enxergo melhorias no meio de tudo isso, jogos a cada 48h, pandemia… Entendo que futebol exige tempo. Lógico que o desempenho ficou muito abaixo no fim da temporada passada. Mas vejo evolução no time com garotos, com os 3 zagueiros. Tá bom? Lógico que não tá bom. O Corinthians tem que render muito mais e em condições para isso. Não estamos satisfeitos, mas enxergamos uma evolução na reformulação total. É um time já muito mudado; são 3 ou 4 titulares se compararmos com um mês atrás. Se for com vitórias, muito melhor, para ter mais tranquilidade para trabalhar”.

Torcidas organizadas

Duílio disse que recebeu alguns representantes de torcidas organizadas quando foi eleito, porque queriam saber de seus planos para os próximos 3 anos. “Da mesma forma que eu recebo sócios e torcedor comum, eu recebo os organizados”.

O mandatário ainda justificou o porquê de receber representantes de torcidas: “As organizadas representam uma quantidade grande de torcedores. Ficam mais fácil receber 1 que está representando 100 mil, como no caso da Gaviões da Fiel. As organizadas ajudam o Corinthians, viajam para qualquer lugar do mundo. Eles apoiam e vivem pelo Corinthians”.

Acordor com a Caixa e com a Odebrecht

Ambas as questões são tradadas como resolvidas e acertadas.

Sobre a Caixa, “existe burocracia de assinatura de contrato porque envolve a Caixa, envolve o Corinthians, envolve o Fundo Arena. É muito dinheiro. Mas estamos finalizando a formalização do acordo. O Corinthians deve aproximadamente R$ 570 milhões, acertou a venda do “naming rights” por R$ 300 milhões, e teria um saldo a pagar de 270 milhões aproximadamente em 20 anos com carência neste primeiro ano. Com isso acertado, o clube teria aproximadamente 50% das receitas da Arena para usar no clube”.

Quanto à Odebrecht, o acordo será homologado depois da finalização do processo de recuperação judicial da empresa. Segundo Duílio, esse débito ficará zerado e o clube ficará devendo apenas para a Caixa. “Estamos correndo muito para anunciar isso nos próximos dias ou no próximo mês”.

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