Em meio à uma forte turbulência nos bastidores, a possibilidade de Intervenção Judicial é algo que vem rondando o Corinthians.
Falando ao canal Alambrado Alvinegro, o vice-presidente do Conselho Deliberativo e atual presidente da Comissão de Ética do clube, Leonardo Pantaleão comentou como isso poderia acontecer.
Como seria uma intervenção judicial no Corinthians?
O dirigente ressaltou que, para que isso aconteça, a Justiça precisa entender que a situação está grave e a instituição não é mais capaz de resolver seus problemas.
“Quando você tem, por exemplo, uma instituição na qual se verifica que seus órgãos internos não funcionam mais, com um problema administrativo muito grande e que fica evidenciado que o caminho seria o precipício, buscam-se soluções externas. E uma delas é a intervenção judicial. O Bahia passou por isso há muitos anos. O Poder Judiciário entende que as circunstâncias exigem uma atuação mais rigorosa e nomeia um interventor para cuidar da administração do clube, principalmente na parte financeira, a prioridade das contas que serão pagas, a questão da RCE. Ele tem autonomia prática, mas ainda presta contas, tem uma série de regramentos. Ele ocuparia a função que seria hoje do presidente. Ele cuida da parte administrativa, mas não pode mudar o Estatuto sozinho. Ele pode provocar o Conselho Deliberativo em busca de uma reforma estatutária. Agora mudar o Estatuto em uma canetada, isso não pode”.
No entanto, Pantaleão destacou que o interventor não tem total liberdade para fazer o que bem entender. Alguns órgãos do clube permanecem funcionando, colaborando com o andamento dos processos.
“O Conselho de Orientação (Cori), como o próprio nome diz, ele orienta, delibera naquilo que acredita ser o mais adequado. Com o interventor judicial, talvez o papel institucional diminuísse um pouquinho. O Conselho Deliberativo (CD) é um órgão de fiscalização, então ele vai continuar existindo, até porque tem as Comissões de Ética, por exemplo, e daí por diante, que continuam em plena atividade. Então não dilui. De novo, fazendo um paralelo genérico, o interventor assumiria a função do presidente. Do mesmo jeito que o presidente não pode dissolver o conselho, o interventor também não teria esse poder”.
Impeachment de Osmar Stabile?
O atual presidente do Corinthians assumiu o cargo após o impeachment de Augusto Melo. Na função há cerca de um ano, Stabile também enfrenta pedidos de afastamento – três, para ser exato.
“Tem um pedido relacionado à questão da empresa de segurança e tem outro pedido relacionado à questão de ter ofertado o Parque São Jorge como garantia sem aprovação do Conselho Deliberativo. Enfim, são pedidos e motivações diferentes que estão tramitando. Eles estão em uma fase inicial. Também tem esse último que o Leandro Cano ingressou agora também na semana passada”.
Pantaleão foi perguntado sobre o que acha em relação ao pedido decorrente da contratação da empresa de segurança. Por conta do cargo que ocupa, ele evitou fazer comentários mais aprofundados sobre o caso.
“É uma questão que precisa ser esclarecida porque o Estatuto tem regras. O Estatuto exige, por exemplo, que você tenha a obtenção de três orçamentos de empresas destinadas à prestação de serviços no Corinthians, a partir de determinados valores, e daí por diante. Mas precisa ser preservado o direito de defesa e entender o que motivou aquela questão e se há, de fato, justificativa ou não. Isso vai ser avaliado durante o procedimento e, no final, a Comissão de Ética vai emitir um parecer, como aconteceu nos outros casos também”.









